segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DEFINITIVO


IZA CALBO

Deixe-me só.
Não queira saber de mim.
Eu sequer existo.
Não pense que se aconteceu algo, isso representou realidade.
Sente a areia movediça acima dos teus pés,
enquanto o sol de agora me esquenta a nuca.
Beija a boca que estiver mais perto da tua,
porque meus beijos não estão à mercê de desejos escassos.
Cata o lixo espalhado pela casa e se suja na lama que te segue.
Eu não quero nada além que não seja belo, limpo e puro...
E, sinceramente, muito menos alguém que me encha o espaço com mentiras.
Reveja as datas.
Tuas contas estão todas erradas.
E não apareça para buscar os trapos velhos...
Minha porta mudou de lugar.

Imagem: WEB

3 comentários:

André Mota disse...

Lindo e sofrido. Te acho tão profunda tia (:

IZA CALBO disse...

Oi Jeu...
Muitas vezes o amor ou o desejo que temos de ajudar a quem gostamos gera mesmo o sofrimento. Beijos e obrigada por comentar.

Leila Machado disse...

Adorei, profundo!