sábado, 1 de dezembro de 2007

SAL


Pensava naquele dia
no qual brincávamos de
misturar sal e tequila.
Foram tantas as vozes e vezes
de amor pontuados
que já não enxergo
o sol surgindo ao amanhecer.
Calei suave o meu sorriso.
Aprendi a falar muito
para não ouvir mais nada.
Assim, derramada no sal
das lágrimas
pareço mais próxima do fim.
E, sem querer esquecer,
brindo a dor de ter sido
apenas uma guia
mal feita
pelas suas mãos de quase pai,
quase santo.

Foto: Wojcieeh Wandzel/Bulgária

Um comentário:

Inês disse...

consigo me sentir dentro de suas palavras...